Decepção
Denner Parreiras Aleixo
Infelizmente, muitas coisas podem levar uma pessoa a experimentar esse estágio social causado, geralmente, pelo convívio excessivo ou outros fatores. Trata-se da decepção. Estar decepcionado nos dias atuais já esta virando algo comum, e, sendo assim, acostumamo-nos com algo que sempre poderia ser evitado. Segundo a opinião de pesquisadores e psicólogos, uma grande parte das pessoas que reclamam de decepção relata que há problemas com outras pessoas, afirmando ainda que isso ocorre com pessoas próximas, de convívio freqüente ou, em piores casos, convívio diário.
Existem vários tipos de decepções, podendo ser citados: físicas, morais, sociais e imaginárias. Decepções físicas não são capazes de ferir um ser humano, a não ser que haja uma obsessão por tal, e, assim como a imaginária, pode ser bravamente superada. Já as decepções morais e sociais podem mudar totalmente o rumo de uma pessoa, podendo deixá-la muito abatida e desmotivada. Os sintomas podem ser agravados se o motivo de tamanha decepção for causada por uma pessoa bem próxima e querida.
Pedro era um rapaz comum de dezessete anos dentre os outros. Ele possuía uma prima que conhecera há alguns meses. Nesse tempo eles passaram por diversas coisas boas, algumas ruins, porém as boas lembranças prevaleciam. Pedro amava ir à cidade de sua prima, para sempre poder visitá-la e poder sempre matar a saudade. Algumas vezes havia algumas festas, e, durante elas, Pedro não recebia tanta atenção de sua prima, mas sempre que elas acabavam ele ficava aliviado, pois tudo voltava a ser como era antes. Durante um bom tempo, Pedro agüentava decepções calado, limitando seus pensamentos a si próprio, agüentando calado do quanto aquilo o incomodava.
Então, animado para passar o Carnaval com sua amiga, quase que uma irmã para ele, Pedro recebe o convite de sua prima para passar o Carnaval em sua cidade, e, entre sua “irmã” e sua “prima”, ele acabou escolhendo passar com sua prima. Ligou para “sua irmã” e justificou sua decisão, e ela compreendeu. Logo Pedro se via em festa indo para a cidade de sua prima, esperando que essa não fosse como às outras festas. Ele pegou seu celular e tentou ligar para sua prima, mas ela não atendia. Pretendendo achá-la na praça da cidade, ele vai com um belo sorriso no rosto, expressando sua alegria. Depois de muita busca Pedro senta-se às escadas do coreto e abaixa a cabeça. Alguns minutos depois sua prima, junto a duas amigas, passam em sua frente, mas nem o notam ali. Aquilo acabou com a noite dele. Na noite seguinte, após dezenas de tentativas falhadas de falar com ela durante o dia, Pedro vai à praça novamente. Logo quando chega ele avista sua prima conversando com uma pessoa. Pedro pensou muito bem se queria ir até lá ou esperar por uma chance mais oportuna. Então ele tomou uma decisão: ligar para ela, olhando para tal. Eis que ele disca seu número, observando atentamente, e nenhuma reação inesperada. Aquela foi a maior decepção que ele havia sofrido até então com a sua prima querida. E assim seguiu-se por todo o carnaval. E, no último dia ele decidiu chegar perto dela, porém ela o tratava como um “nada”.
Pedro ficou desesperado, não sabia o que fazer. Decepcionado, encurtou o tempo de sua viagem pela metade, pois ele achava que era muita decepção para tão pouco tempo. Então ele decidiu fazer um teste com a sua prima. Ele queria saber se ela realmente gostava dele. Logo ele tentou afastar-se dela por uns tempos, esperando alguma resposta dela, pois ele preferia a solidão a estar com alguém que o tratasse grosseiramente isolado com sua prima havia feito. Tudo que Pedro queria era que a pessoa que havia convidado ele para ir à cidade, o tratasse pelo menos com um pouco de respeito, pois aquilo o magoou demais, e assim continuará magoando enquanto ela não der valor a quem realmente a dá valor.