O Amor
Escrito por Denner Parreiras Aleixo
O Amor é um dos sentimentos mais puros que mais revolucionaram e impulsionaram a literatura. Um sentimento repleto de mistérios, ocultando segredos sobre sua interpretação, deixa cada ser humano intrigado em busca de respostas para as perguntas mais simples e objetivas, baseadas em experiências e sensações proporcionadas por tal sentimento.
Por séculos o Amor foi idealizado como “A Fonte da Vida”, como único motivo para os seres humanos começarem e manterem sua existência na terra. Após alguns anos e algumas modificações feitas por poetas e pensadores, o Amor passou a ser algo intocável, inatingível e inexplicável.
A mitologia grega deu um novo rumo para o entendimento do Amor. Destacado por Afrodite, a deusa do amor, da beleza e da procriação, era a descrição da mulher e toda sua beleza e perfeição fortemente unidas como uma forma viva do Amor. Imperceptivelmente, os gregos já possuíam uma filosofia própria não muito discutida sobre o Amor, e, usando esta base, Platão marcou a história citando dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A realidade inteligível criada por Platão é simplesmente aquela que jamais se altera, já a realidade sensível é aquela que afeta e pode se alterada por sentimentos ou tudo que o altera e pode alterar. Então, seguindo os conceitos da realidade sensível, Platão criou o “Amor Platônico”.
O “Amor Platônico” é, complexamente, um sentimento puro, onde o Amor se sobrepõe à vida, ou seja, a morte pelo Amor compensava qualquer dor ou sofrimento. Moldando uma nova percepção sobre o mesmo, seguindo as idéias platônicas, os poetas, desde a idade média à idade moderna, se empenharam em mostrar ao mundo os diversos pontos de vista em relação a sua teoria própria sobre o Amor. Seguindo por diversas contrariedades opinativas, o “Amor Impresso” atravessou épocas, lugares e muitas divergências literárias, para que hoje, já na Era Contemporânea, todos poderem tentar expressar o que sentem.
Por mais que todos tenham conhecimento que o Amor não pode ser decifrado, porém sentido, nos dias atuais as pessoas enfrentam verdadeiras batalhas psicológicas para descobrirem o que sentem e se isso é mesmo verdadeiro.
O Amor nada mais é que um sentimento de afeto assim como a paixão, porém há algumas diferenças e semelhanças que separa e distingue um do outro. A paixão é um sentimento atingido em cheio pela atração física e sexual, algo meramente sentimental, mas que exerce uma força relativamente forte, mas pode não ser pura e muito menos duradoura, dando sentido à simbologia popular de “fogo de palha”. Já o Amor é algo totalmente complexo, pois existe um tipo de sentimento para cada pessoa, mas em seu estágio máximo ele pode ser tão intenso quanto à paixão, só que é algo muito duradouro e sincero.
Uma curiosidade do “Amor Sincero” é que ele só existe quando é correspondido pela outra pessoa, não importando o tipo de pessoa e muito menos o tipo e a intensidade do sentimento, ou seja, ele tem que ser sentido por uma pessoa e, da mesma forma, sentido pela outra. Um exemplo dessa correspondência afetiva é um casal apaixonado, onde ambos sentem a mesma intensidade amorosa, ou até mesmo um casal de amigos inseparáveis, pois ali também há um amor amigo quase fraterno. Existem também pessoas que confundem, mesmo sabendo diferenciar, quando é amor de quando é paixão, como, por exemplo, um casal aparentemente apaixonado, porém somente a mulher sente algo intenso dentro dela, algo que diz que ela não poder perder o “Amor da sua vida” de jeito algum, mas, em compensação, o homem não sente o mesmo que a mulher, ou seja, não há amor, apenas uma atração e um desejo da mulher ou até mesmo uma paixão que vem só de sua parte.
Como pode algo ser tão sentido, porém jamais compreendido?
Como pode existir algo tão redundante e contraditório como esse sentimento?
Perguntas sem respostas é tudo que resta aos humanos em sua longa jornada de interpretação dos sentimentos. Um dia o ser humano será capaz de entender o Amor em seu mais puro estágio, mas não serão com meras palavras, desenhos ou canções, será uma interpretação formulada pelo controlador de todos os sentimentos e emoções que a todos move: o coração.

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