Eu me considero algo como um inventor, e minhas ferramentas? Papel, caneta ou um computador! Minha única e principal matéria prima são "as palavras". Assim como o inventor utiliza as mesmas peças para criar invenções diferentes, sou assim com as palavras. Há um mar de palavras para serem usadas, para textos, frases, músicas e poesias.
Elas possuem poderes. E cada uma possui um jeito de agir sobre quem as recebe. Assim como elas podem curar, outras podem machucar; ao mesmo modo umas podem fazer sorrir, já outras fazem pessoas cair em prantos.
Gosto de brincar com as palavras, mas não posso viver em função do passatempo. Há momentos para criar, outros para sofrer e logo em seguida escrever uma poesia expressando o que se sinto. Eu, como uma pessoa normal, sei que as poucas considerações de uma poesia nos dias atuais, estão cada vez mais a se extinguirem por completo. Assim resta aos últimos romanticos, que se calem ou se adaptem.
Assim como não soa bem eu escrever uma poesia como se eu estivesse dando uma "cantada" em uma menina, não soaria bem eu recitar uma poesia para uma menina em uma festa.
Assim levarei minha vida adiante, sentimentos para um lado, vida real para outro, e dentre tais mundos tão diferentes, palavras que os unem.
Denner Parreiras Aleixo

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